sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O Verdadeiro Caminho - Por mim mesma


É bom quando sabemos o que fazemos  e por que fazemos. Ninguém tem o direito de interferir em nossa escolha, na escolha que fizemos entre os caminhos que deveríamos seguir. Isso é tão pessoal quanto um objeto que é só nosso, e que outra pessoa não utilizaria por enes motivos e razões, entre eles a ética, um princípio bem básico. Mas escolher não é fácil, sempre foi muito difícil, pelo menos pra mim sempre foi assim. É preciso coletar uma série de dados, de informações importantes e fundamentais, é preciso se instrumentalizar para conseguir encontrar e se encontrar nesse meio tempo. Entendendo que é uma agressão ao “ser” toda e qualquer tentativa de boicote a sua identidade, afinal, o caminho é isso também, é a nossa identidade perante nós mesmos e o mundo que nos cerca e assiste. É uma violência não poder se assumir por causa da opinião social. Se o caminho escolhido e/ou encontrado é um caminho que converge para evolução do ser, e que não fere a consciência nem a liberdade do outro, não pode haver razão então, para que o mesmo seja ignorado. Se você não pode ser o que você  é, então o que você será?  Não me imagino assumindo uma outra persona, assumindo um eu que não seja o meu, andando em um caminho indiferente a mim, falando e agindo como se fosse um robô.  Quando se parte em busca de uma direção já se inicia o processo de  existência consciente de fato, e é o movimento em busca da sabedoria e do conhecimento de nós mesmos que nos transporta a esse estado de ser e de existir. Já ouvi muita gente dizer que o caminho está aqui ou ali, mas não pode ser verdade a menos que eu prove e aprove que é mesmo o meu caminho. Existe, porém, em meio a tantos caminhos, o caminho básico que todo ser deve trilhar em sua existência. Esse caminho é o da moralidade, digo, não a moralidade religiosa, ou a moralidade imposta, até preconceituosa as vezes. Falo de uma moralidade podada no respeito e no amor, que não sofre influência por parte de nenhuma instituição, e que existe por si só por ser ela a única verdade universal e aceita perante todos os povos, mesmo que algumas culturas a ignorem e tentem extigui-la. Essa moralidade é pura e exímia de erros, não há corrupção nela o que a torna inquestionável. Ela está em nosso cotidiano, pronta para ser vivida diariamente em nossas escolhas e ações. Mas somos nós que decidiremos por vivê-la ou não. Ela jamais invadirá nosso espaço mesmo estando ligada diretamente a nossa mente e coração, mesmo que a conheça-mos e a percebamos, ela não irá se impor. A moralidade irá esperar para ser imposta em nossa vida e ocupar o topo de nossa existência quando começarmos a remover nosso ego. Então, ela encontrará espaço para se fazer existir e acabará sendo parte de nós. Sem adentrar nesse caminho da moralidade, é impossível trilhar segura e responsavelmente qualquer outro caminho, será difícil sobreviver e viver será quase impossível. A moralidade acaba se tornando nossa tutora, e sem ela estaremos orfãos, sujeitos a toda e qualquer intempérie da vida humana. Um outro dado importante é que só poderemos saber se o caminho que escolhemos para seguir é bom ou não se estivermos optado previamente pelo caminho que nos leva a moralidade, pois ele nos auxilia como uma bússola, como um parâmetro para as demais escolhas. Quando eu falo em caminho bom, não me refiro apenas a uma bondade particular. Não, realmente não é isso que quero dizer, mas esse bom significa também um bem a tudo que me cerca, que se co-relaciona e interage comigo direta ou indiretamente. É algo maior e elevado. Se não for assim, se for um bem apenas particular, então o ego ainda ocupa o topo no qual a moralidade deveria estar.
A esse mecanismo elevado, dá-se vários nomes. Algumas culturas o nomeiam como Deus, ainda Energia vital, ou ainda Força maior. Eu prefiro chamar Moralidade por que dessa forma não estarei enquadrada dentro de nenhum conceito religioso instituído,  por entender que a moralidade está acima de toda e qualquer religião, e que por isso não exclui nenhuma pessoa, além, é claro, de entender que a moralidade não impede qualquer um de viver a sua fé, pelo contrário, ela é o fundamento no qual toda crença deve está firmada para então ser vivenciada literalmente. O caminho da moralidade é descoberto diariamente e de maneira simples, mas, para encontrá-lo é preciso disciplina, atenção e compromisso com nossa consciência. É preciso observar sob qual princípio estão as nossas escolhas, ações, julgamentos e palavras. Se estes princípios forem alimentadores egocêntricos ou desonestos ou ainda manipuladores da liberdade do outro estaremos muito longe do parâmetro ideal para nossa vida. É claro que este caminho não é tão fácil de trilhar, não só por causa de um mundo materialista e emergente pelo “ter” no qual vivemos, mas principalmente, pelas nossas escolhas diárias que na grande maioria das vezes estão pobres de moralidade, mas ricas de egocentrismo, desonestidade e um desejo vaidoso pelo poder. Nossas verdades estão sempre impregnadas de benefícios pessoais ou de auto-afirmações. É aí onde reside nossa fraqueza, por que é muito difícil lutar contra nós mesmos. Nós somos a nossa própria fraqueza. As vezes o que há de moralidade em nós é muito pouco para optar por ficar apenas com ela. O ego é quase tudo em nós. Não gostamos de perder, não toleramos uma derrota, um não, o segundo lugar ou o lugar nenhum. O mundo nos prepara para termos a vitória, para termos o sim, para ocuparmos o primeiro lugar, para termos as melhores roupas, as melhores casas e automóveis, e vai nos enchendo e nos ocupando com suas emergências diárias. Não temos tempo para vivenciar o “ser”, para olhar para nós mesmos, nós nem conseguimos nos enxergar de verdade. E pensamos erroneamente trilhar o caminho do sucesso sem trilhar o da moralidade primeiro, por que ele dói e porque lá também tem percas. E dessa forma vamos em frente.
É preciso se esvaziar das verdades acumuladas, das crenças pessoais, das ideologias. É preciso ficar nu de defesas e de ego. Só quando decidirmos fazer tudo isso, quando estivermos orfãos de conceitos, preconceitos e a sós, é que conseguiremos enxergar a única verdade absoluta. O caminho que nos leva para nossas realizações.

Abraços e muito axé a todos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário