sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O lado bom de ficar de "molho"

Estou melhorando a cada dia, ainda bem! Hoje sentei-me numa cadeira na varanda em frente  meu quarto para escrever aqui. Sabe, o sentimento de fragilidade humana não tá mais tão a flor da pele, já encontrou um lugar para se acomodar dentro de mim.Agora, eu começo a sentir algo novo, é como se eu tivesse nascendo de novo entende? eu me sinto renascendo, interiormente, e até exteriormente em algumas parte de mim. Minha pele começou a descamar, talvez o fato de estar sempre deitada, sem receber luz do sol, uma alimentação totalmente diferente que a de costume, muita água ( coisa mais difícil pra mim era lembrar de beber água durante o dia, as vezes passava o dia todo trabalhando e só tomava um copinho de água no final do expediente, pode?)e talvez até a medicação, possa ter contribuído para essa renovação celular (rsrsrsrsrsrs). Brincadeiras à parte , o fato é que sinto renovando-me, eu li em meu mapa astral,  minha revolução solar pra este novo ano ( segundo estas informações o ano novo de cada pessoa começa a cada data do seu aniversário) realmente seria um cuidado maior com a saúde e com a espiritualidade para então cuidar de finanças, trabalho, amor, relacionamentos etc. Ou seja, uma faxina geral, uma arrumação radical na maneira de viver e realmente tem sido assim. Por incrível que pareça, esses dias de "molho" tem sido bom pra mim, é verdade. Eu pude parar para me ver. Sabe, me avaliar, pensar e repensar coisas, situações, e decisões (particularmente eu sou péssima para tomar decisões, sempre as evito) que realmente precisam ser tomadas.Nem tudo é um problema na vida da gente, mas só se a gente quiser que não seja mesmo. Eu aprendi nesses quinze dias de "molho"que nosso corpo fala, ele manda mensagens pra gente e muitas vezes a gente não percebe e muitos males que nos assolam poderiam ser evitados se prestássemos mais atenção nesses pequenos detalhes.....bom eu vou parar, por que faltou energia no meu not e também tá faltando energia na rede que abastece a rua da casa em que eu moro.    








Continuação 



Bem, como eu tava falando, o nosso corpo fala, ele nos manda sinais que ignoramos na maioria das vezes. A verdade é que estamos sempre ocupados, com o trabalho, com a casa, pensando como os filhos estão indo na escola ( para aqueles que os tem), com qual roupa iremos a festa do próximo fim de semana, como parecer sempre jovens e qual o cosmético ideal para usarmos para esta estrias ou para região dos olhos. A gente encontra tempo pra gastar com as coisas mais desnecessárias possíveis ( eu considero importante os cuidados com a aparência, mas é certo que muitas vezes muitos de nós exageramos.É isso que quero dizer), e nunca encontramos um tempinho somente para nos observar, ficar a sós conosco mesmos, é tão difícil fazer isso. Então a natureza decide encontrar um jeito de nos fazer parar. É verdade, a natureza toma as rédeas da situação de nossas vidas para que não nos boicotemos. A correria e o stresse do dia a dia termina por fazer com que nós internalizemos muitas situações e emoções negativas, que acumuladas, podem transformar-se em patologias( não digo que esse foi o meu caso) e a gente termina ficando doente por não estabelecer as reais prioridades para nossa existência. Ficar de "molho" é o tempo estabelecido pela natureza para nos conhecermos,conversarmos e nos apaixonarmos por nós mesmos. Sabe, eu agora percebo o que Bhagwan Shree Rajneesh quis dizer quando escreveu em seu livro A arte de morrer quando disse que : " ...a chave secreta para existência humana é o equilíbrio." 
As pessoas querem cada vez mais as coisas, sem medida, sem equilíbrio algum. Vou contar um caso que ouvi de uma preletora numa palestra sobre Literatura Infantil, uma senhora bem distinta e inteligente, escritora e religiosa(mas não fanática), ela falava que conheceu uma moça que trabalhava os três horários, e nos fins de semana ainda arrumava alguma atividade remunerada para fazer, certo dia esta senhora foi a casas dessa moça mas não a encontrou, era realmente muito difícil encontrá-la em casa em algum horário. Posteriormente a duas encontraram-se e a moça queixava-se de cansaço e de stress constante, foi quando a senhora perguntou-lhe por que ela trabalhava tanto, e ela respondeu que precisava comprar coisas, então a senhora perguntou pra que serviam tais coisas pelas quais ela se matava tanto de trabalhar, ela então respondeu que eram coisas para sua casa, pois ela gostava de deixar sua casa sempre arrumada para as visitas que pudessem chegar. A senhora então fez mais uma pergunta para a moça: Me diga, pra que uma casa tão mobiliada se você nunca tem tempo pra desfrutar daquilo nem com os parentes nem com as possíveis visitas que chegariam? Ela então baixou a cabeça e começou a refletir sobre aquela verdade. Muitos de nós estamos como aquela moça, juntando coisas em nossas casas, comprando, comprando, e comprando, depositando em nossas casas e em nossas vidas coisas que podem até ser importantes mais que podem estar tomando o espaço das coisas que são realmente necessárias. Que bom que a moça não precisou ficar de "molho" para refletir sobre sua vida ( eu acho), eu tive que ficar, mas como disse, isso tem um lado bom como já mencionei posteriormente. Tudo na vida precisa de equilíbrio ( volto agora com Bhagwan), se não iremos morrer "atolados" em nós mesmos e em nossos dilemas sumariamente infantis. Que pena que essa verdade é só minha agora,sim é só minha porque a estou literalmente vivenciando. Você poderá ler essas linhas e até se encontrar em algumas delas ou quem sabe em todo texto, mas o que fará depois disso? Seria mesmo muito bom que você, assim como eu, não precisasse ficar de "molho" para entender o que a natureza fala-nos diariamente. Mas como disse o amigo Bhagwan: Há coisa que não podem ser ensinadas...
Beijos a todos e muito axé!





quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Momento Fernando Pessoa


Textos de Fernando Pessoa








AUTOPSICOGRAFIA

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.



MAR PORTUGUÊS

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.




O Amor

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar..
Fernando Pessoa
Não sei quantas almas tenho

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.
Fernando Pessoa
Não sei quem sou, que alma tenho.
Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.
Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)...
Sinto crenças que não tenho.
Enlevam-me ânsias que repudio.
A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta
traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha,
nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me múltiplo.
Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos
que torcem para reflexões falsas
uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.
Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor,
eu sinto-me vários seres.
Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente,
como se o meu ser participasse de todos os homens,
incompletamente de cada (?),
por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço."
Fernando Pessoa
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...
Que já têm a forma do nosso corpo ...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares ...

É o tempo da travessia ...
E se não ousarmos fazê-la ...
Teremos ficado ... para sempre ...
À margem de nós mesmos...
Fernando Pessoa
Como é por dentro outra pessoa
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.

Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo.
Fernando Pessoa
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Fernando Pessoa
Quero tudo novo de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais.
Viajar até cansar. Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes e comer mais pipoca, ler mais. Sair mais. Quero um trabalho novo. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero morar sozinha, quero ter momentos de paz. Quero dançar mais. Comer mais brigadeiro de panela, acordar mais cedo e economizar mais. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Pensar mais e pensar menos. Andar mais de bicicleta. Ir mais vezes ao parque. Quero ser feliz, quero sossego, quero outra tatuagem. Quero me olhar mais. Cortar mais os cabelos. Tomar mais sol e mais banho de chuva. Preciso me concentrar mais, delirar mais.
Não quero esperar mais, quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais. Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente e só o necessário para trás. Quero olhar nos olhos do que fez sofrer e sorrir e abraçar, sem mágoa. Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais. Experimentar mais. Quero menos “mas”. Quero não sentir tanta saudade. Quero mais e tudo o mais.
“E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha".
Fernando Pessoa
Dever de Sonhar

Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre,
pois sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E, assim, me construo a ouro e sedas, em salas
supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho
entre luzes brandas e músicas invisíveis.
Fernando Pessoa
Tenho tanto sentimento

Tenho tanto sentimento
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.
Fernando Pessoa
Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.

Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperença a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!

Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.
Fernando Pessoa
Nunca amamos alguém. Amamos, tão-somente, a idéia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é nós mesmos- que amamos.
Isto é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma idéia nossa.(...)
As relações entre uma alma e outra, através de coisas tão incertas e divergentes como as palavras comuns e os gestos que se empreendem, são matéria de estranha complexidade. No próprio ato em que nos conhecemos, nos desconhecemos. Dizem os dois 'amo-te' ou pensam-no e sentem-no por troca, e cada uma quer dizer uma idéia diferente, uma vida diferente, até, porventura, uma cor ou um aroma diferente, na soma abstracta de impressões que constiui a atividade da alma. (...)
Fernando Pessoa

Amei-te e por te amar
Só a ti eu não via...
Eras o céu e o mar,
Eras a noite e o dia...
Só quando te perdi
É que eu te conheci...

Quando te tinha diante
Do meu olhar submerso
Não eras minha amante...
Eras o Universo...
Agora que te não tenho,
És só do teu tamanho.

Estavas-me longe na alma,
Por isso eu não te via...
Presença em mim tão calma,
Que eu a não sentia.
Só quando meu ser te perdeu
Vi que não eras eu.

Não sei o que eras. Creio
Que o meu modo de olhar,
Meu sentir meu anseio
Meu jeito de pensar...
Eras minha alma, fora
Do Lugar e da Hora...

Hoje eu busco-te e choro
Por te poder achar
Não sequer te memoro
Como te tive a amar...
Nem foste um sonho meu...
Porque te choro eu?

Não sei... Perdi-te, e és hoje
Real no [...] real...
Como a hora que foge,
Foges e tudo é igual
A si-próprio e é tão triste
O que vejo que existe.

Em que és [...] fictício,
Em que tempo parado
Foste o (...) cilício
Que quando em fé fechado
Não sentia e hoje sinto
Que acordo e não me minto...

[...] tuas mãos, contudo,
Sinto nas minhas mãos,
Nosso olhar fixo e mudo
Quantos momentos vãos
Pra além de nós viveu
Nem nosso, teu ou meu...

Quantas vezes sentimos
Alma nosso contacto
Quantas vezes seguimos
Pelo caminho abstrato
Que vai entre alma e alma...
Horas de inquieta calma!

E hoje pergunto em mim
Quem foi que amei, beijei
Com quem perdi o fim
Aos sonhos que sonhei...
Procuro-te e nem vejo
O meu próprio desejo...

Que foi real em nós?
Que houve em nós de sonho?
De que Nós fomos de que voz
O duplo eco risonho
Que unidade tivemos?
O que foi que perdemos?

Nós não sonhamos. Eras
Real e eu era real.
Tuas mãos - tão sinceras...
Meu gesto - tão leal...
Tu e eu lado a lado...
Isto... e isto acabado...

Como houve em nós amor
E deixou de o haver?
Sei que hoje é vaga dor
O que era então prazer...
Mas não sei que passou
Por nós e acordou...

Amamo-nos deveras?
Amamo-nos ainda?
Se penso vejo que eras
A mesma que és... E finda
Tudo o que foi o amor;
Assim quase sem dor.

Sem dor... Um pasmo vago
De ter havido amar...
Quase que me embriago
De mal poder pensar...
O que mudou e onde?
O que é que em nós se esconde?

Talvez sintas como eu
E não saibas senti-o...
Ser é ser nosso véu
Amar é encobri-o,
Hoje que te deixei
É que sei que te amei...

Somos a nossa bruma...
É pra dentro que vemos...
Caem-nos uma a uma
As compreensões que temos
E ficamos no frio
Do Universo vazio...

Que importa? Se o que foi
Entre nós foi amor,
Se por te amar me dói
Já não te amar, e a dor
Tem um íntimo sentido,
Nada será perdido...

E além de nós, no Agora
Que não nos tem por véus
Viveremos a Hora
Virados para Deus
E n'um (...) mudo
Compreenderemos tudo.
Fernando Pessoa
O Amor, Quando Se Revela


O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…
Fernando Pessoa
Amo como o amor ama.
Não sei razão pra amar-te mais que amar-te.
Que queres que te diga mais que te amo,
Se o que quero dizer-te é que te amo?
.....................................................................
Quando te falo, dói-me que respondas
Ao que te digo e não ao meu amor.
.....................................................................
Ah! não perguntes nada; antes me fala
De tal maneira, que, se eu fora surda,
Te ouvisse todo com o coração.

Se te vejo não sei quem sou: eu amo.
Se me faltas [...]
... Mas tu fazes, amor, por me faltares
Mesmo estando comigo, pois perguntas —
Quando é amar que deves. Se não amas,
Mostra-te indiferente, ou não me queiras,
Mas tu és como nunca ninguém foi,
Pois procuras o amor pra não amar,
E, se me buscas, é como se eu só fosse
Alguém pra te falar de quem tu amas.
.....................................................................
Quando te vi amei-te já muito antes:
Tornei a achar-te quando te encontrei.
Nasci pra ti antes de haver o mundo.
Não há cousa feliz ou hora alegre
Que eu tenha tido pela vida fora,
Que o não fosse porque te previa,
Porque dormias nela tu futuro.
.....................................................................
E eu soube-o só depois, quando te vi,
E tive para mim melhor sentido,
E o meu passado foi como uma 'strada
Iluminada pela frente, quando
O carro com lanternas vira a curva
Do caminho e já a noite é toda humana.
.....................................................................
Quando eu era pequena, sinto que eu
Amava-te já longe, mas de longe...
.....................................................................
Amor, diz qualquer cousa que eu te sinta!
— Compreendo-te tanto que não sinto,
Oh coração exterior ao meu!
Fatalidade, filha do destino
E das leis que há no fundo deste mundo!
Que és tu a mim que eu compreenda ao ponto
De o sentir...?
Fernando Pessoa


Fonte:


pt.wikipedia.org

http://pensador.uol.com.br/textos_de_fernando_pessoa/
 



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sobre a lei contra homofobia

Acredito ser um exagero a penalidade. É certo que toda pessoa humana tenha direito a vida bem como a liberdade de expressar-se cultural,religiosa ou sexualmente levando em consideração sempre o direito do outro também. O que falta na maioria das pessoas é o devido respeito com seu próximo, isso seria o suficiente.Mas é claro que respeito não deve ser confundido ou ligado a algum tipo de preconceito ou discriminação.O que também não pode acontecer é fazer com que todos aceitem de maneira forçosa a idéia do homossexualismo,e Marta, mais do que ninguém, deveria saber disso.É relevante também admitir que não sabemos usar ainda a DEMOCRACIA.Também pudera, anos de   regime militar deixaria alguma seqüela. Concluindo, as leis existem para garantir direitos óbvios as pessoa, mas o que precisamos mesmo é de uma sociedade mais consciente do seu papel enquanto indivíduo e cidadão de uma coletividade.Por conta disso, insisto na luta pela qualidade do ensino público.Pecado? crime? é uma criança fora da escola.

No link abaixo você fica sabendo mais sobre a nova lei.
http://www.naohomofobia.com.br/lei/index.php

VELHA INFANCIA - TRIBALISTAS


domingo, 21 de agosto de 2011

Nada como um dia depois do outro

Tenho aproveitado os dias que estou me recuperando da cirurgia,para aprimorar o blog, pesquisar sobre espiritualidade, imagens interessantes, projetos educacionais para educação infantil, principalmente, ler um e-book que ganhei de uma amiga e pensar na coisas da vida.Alguns amigos tem vindo me visitar e tem sido muito bom sentir o carinho de cada um. Agradeço ao Ser Divino que mora dentro de mim pelo conforto interno que veio trazido pela confiança, que aproveitou para crescer nesse período de dificuldade particular, posteriormente escreverei sobre isso.

Pullips minha paixão

Sempre fui apaixonada por bonecas. Alguns amigos quando querem me mimar um pouquinho me presenteiam com dolls, cachorrinhos e chaveiros fofos. Recentemente ganhei uma bonequinha-chaveiro linda de uma aluna da educação infantil, mas minha paixão atual tem sido a Pullip. Nossa!!! são apaixonantes mesmo e não vejo a hora de ter uma só pra mim.Por enquanto, só fotinhas mesmo.

                                                             Amo a expressão desta
                                                   Olha que fofa!








                                             Elas são perfeitas...

                                    Aproveito as fotos para montar e enviar recados carinhosos


                                                    Essa da Jolie ficou uma fofurinha mesmo.

                                      Essa é tema da área de trabalho do meu not......amoooooo






                 Essa eu montei com meu nome, depois eu coloco aqui pra todo mundo ver.


















                                                 Essa eu achei o máximo! a Hatsune ficou ótima