Estou melhorando a cada dia, ainda bem! Hoje sentei-me numa cadeira na varanda em frente meu quarto para escrever aqui. Sabe, o sentimento de fragilidade humana não tá mais tão a flor da pele, já encontrou um lugar para se acomodar dentro de mim.Agora, eu começo a sentir algo novo, é como se eu tivesse nascendo de novo entende? eu me sinto renascendo, interiormente, e até exteriormente em algumas parte de mim. Minha pele começou a descamar, talvez o fato de estar sempre deitada, sem receber luz do sol, uma alimentação totalmente diferente que a de costume, muita água ( coisa mais difícil pra mim era lembrar de beber água durante o dia, as vezes passava o dia todo trabalhando e só tomava um copinho de água no final do expediente, pode?)e talvez até a medicação, possa ter contribuído para essa renovação celular (rsrsrsrsrsrs). Brincadeiras à parte , o fato é que sinto renovando-me, eu li em meu mapa astral, minha revolução solar pra este novo ano ( segundo estas informações o ano novo de cada pessoa começa a cada data do seu aniversário) realmente seria um cuidado maior com a saúde e com a espiritualidade para então cuidar de finanças, trabalho, amor, relacionamentos etc. Ou seja, uma faxina geral, uma arrumação radical na maneira de viver e realmente tem sido assim. Por incrível que pareça, esses dias de "molho" tem sido bom pra mim, é verdade. Eu pude parar para me ver. Sabe, me avaliar, pensar e repensar coisas, situações, e decisões (particularmente eu sou péssima para tomar decisões, sempre as evito) que realmente precisam ser tomadas.Nem tudo é um problema na vida da gente, mas só se a gente quiser que não seja mesmo. Eu aprendi nesses quinze dias de "molho"que nosso corpo fala, ele manda mensagens pra gente e muitas vezes a gente não percebe e muitos males que nos assolam poderiam ser evitados se prestássemos mais atenção nesses pequenos detalhes.....bom eu vou parar, por que faltou energia no meu not e também tá faltando energia na rede que abastece a rua da casa em que eu moro.
Continuação
Bem, como eu tava falando, o nosso corpo fala, ele nos manda sinais que ignoramos na maioria das vezes. A verdade é que estamos sempre ocupados, com o trabalho, com a casa, pensando como os filhos estão indo na escola ( para aqueles que os tem), com qual roupa iremos a festa do próximo fim de semana, como parecer sempre jovens e qual o cosmético ideal para usarmos para esta estrias ou para região dos olhos. A gente encontra tempo pra gastar com as coisas mais desnecessárias possíveis ( eu considero importante os cuidados com a aparência, mas é certo que muitas vezes muitos de nós exageramos.É isso que quero dizer), e nunca encontramos um tempinho somente para nos observar, ficar a sós conosco mesmos, é tão difícil fazer isso. Então a natureza decide encontrar um jeito de nos fazer parar. É verdade, a natureza toma as rédeas da situação de nossas vidas para que não nos boicotemos. A correria e o stresse do dia a dia termina por fazer com que nós internalizemos muitas situações e emoções negativas, que acumuladas, podem transformar-se em patologias( não digo que esse foi o meu caso) e a gente termina ficando doente por não estabelecer as reais prioridades para nossa existência. Ficar de "molho" é o tempo estabelecido pela natureza para nos conhecermos,conversarmos e nos apaixonarmos por nós mesmos. Sabe, eu agora percebo o que Bhagwan Shree Rajneesh quis dizer quando escreveu em seu livro A arte de morrer quando disse que : " ...a chave secreta para existência humana é o equilíbrio."
As pessoas querem cada vez mais as coisas, sem medida, sem equilíbrio algum. Vou contar um caso que ouvi de uma preletora numa palestra sobre Literatura Infantil, uma senhora bem distinta e inteligente, escritora e religiosa(mas não fanática), ela falava que conheceu uma moça que trabalhava os três horários, e nos fins de semana ainda arrumava alguma atividade remunerada para fazer, certo dia esta senhora foi a casas dessa moça mas não a encontrou, era realmente muito difícil encontrá-la em casa em algum horário. Posteriormente a duas encontraram-se e a moça queixava-se de cansaço e de stress constante, foi quando a senhora perguntou-lhe por que ela trabalhava tanto, e ela respondeu que precisava comprar coisas, então a senhora perguntou pra que serviam tais coisas pelas quais ela se matava tanto de trabalhar, ela então respondeu que eram coisas para sua casa, pois ela gostava de deixar sua casa sempre arrumada para as visitas que pudessem chegar. A senhora então fez mais uma pergunta para a moça: Me diga, pra que uma casa tão mobiliada se você nunca tem tempo pra desfrutar daquilo nem com os parentes nem com as possíveis visitas que chegariam? Ela então baixou a cabeça e começou a refletir sobre aquela verdade. Muitos de nós estamos como aquela moça, juntando coisas em nossas casas, comprando, comprando, e comprando, depositando em nossas casas e em nossas vidas coisas que podem até ser importantes mais que podem estar tomando o espaço das coisas que são realmente necessárias. Que bom que a moça não precisou ficar de "molho" para refletir sobre sua vida ( eu acho), eu tive que ficar, mas como disse, isso tem um lado bom como já mencionei posteriormente. Tudo na vida precisa de equilíbrio ( volto agora com Bhagwan), se não iremos morrer "atolados" em nós mesmos e em nossos dilemas sumariamente infantis. Que pena que essa verdade é só minha agora,sim é só minha porque a estou literalmente vivenciando. Você poderá ler essas linhas e até se encontrar em algumas delas ou quem sabe em todo texto, mas o que fará depois disso? Seria mesmo muito bom que você, assim como eu, não precisasse ficar de "molho" para entender o que a natureza fala-nos diariamente. Mas como disse o amigo Bhagwan: Há coisa que não podem ser ensinadas...
Beijos a todos e muito axé!


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