segunda-feira, 15 de agosto de 2011

como somos frágeis

Quando eu fui informada pelo médico que teria que fazer uma cirurgia pra retirada do ovário direito e do cisto(enorme) que tinha dentro dele,e uma possível esterectomia mesmo, fiquei aflita, sem chão e quase fiquei deprimida. Eu pensava naquele momento por que aquilo comigo? logo eu, que principalmente não sou mãe ainda, chorei uns dois dias sozinha. Demorei um pouco pra aceitar a situação, mas quando aceitei eu também me perguntei: e por que comigo não? Nessas horas  a gente sempre fica pensando o que fez de errado pra vida mandar uma dessas pra gente,ou o que a gente deixou de fazer de bom pra receber uma situação difícil. Eu concluí que não tem nada a ver com ser bom ou mal, ou fazer ou não fazer coisas boas. Tem a ver com "ser humano mesmo", as vezes nosso ego é que não deixa que vejamos o quão frágeis somos, percebi também que as vezes nos preocupamos com coisas que tem pouca ou nenhuma significância real pra nós e deixamos de viver a vida de maneira plena. Ela, a vida, pode ir embora tão rápido que a gente pode nem perceber. Eu sei que agora dou mais valor a todos e a tudo que me cerca.

                 Um mimo da amiga Dany, assim que cheguei do hospital.

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